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Desemprego faz crescer número de empresas

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Renata Braga, do Sebrae, aconselha pessoas a se tornarem microempreendedores individuais – Foto: Tati Beling

Desemprego faz crescer número de empreendedores no Estado

Por Titina Cardoso

Em cinco anos, o número de desempregados no Espírito Santo quase dobrou. De 7,62% da população em 2012, o índice passou para 14,45% em 2017. A queda nos empregos formais levou ao aumento no número de pessoas que desejam empreender. A informação foi dada por Renata Braga, analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em reunião da comissão de Ciência e Tecnologia na terça-feira, dia 26, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Renata Braga apresentou um panorama dos pequenos empreendimentos do Estado e País e incentivou as pessoas a se formalizarem como microempreendedores individuais (MEIs). Com o aumento do desemprego, muitas pessoas vítimas da redução do poder de compra passaram a driblar o desemprego atuando por conta própria. Cerca de 40% das famílias capixabas tiveram redução de renda nos últimos anos.

“Algumas pessoas foram demitidas e não foram reposicionadas e outras foram empregadas, mas com um salário bem inferior. Isso causou a precarização dos postos de trabalho”, comentou. Diante desse cenário, as pessoas transformaram uma atividade que era vista como uma alternativa de renda, como a produção de salgados e doces, por exemplo, na principal fonte de renda da família. “Até 2006, a maior parte das pessoas empreendia pela questão da oportunidade. Hoje, o que prevalece é a questão da necessidade”, disse.

A analista do Sebrae ressaltou as vantagens de formalizar esses pequenos negócios. O MEI passa a ter registro no CNPJ; pode participar de licitações em órgãos públicos; pode conseguir financiamentos bancários com taxas reduzidas; além da garantia dos direitos previdenciários, como aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença, auxílio-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.

Perfil

Hoje, no Brasil, já são 7,5 milhões de empreendedores. A receita bruta anual deve ser de até R$ 60 mil, só pode contratar até um empregado e não pode participar como sócio ou titular de outra empresa. No quesito escolaridade, 36% têm ensino médio completo, 27% têm ensino superior e 25% concluíram apenas o ensino fundamental.

Os homens correspondem a 52,4% dos microempreendedores, a e as mulheres são 47,6%. Renata Braga destacou o crescimento do empreendedorismo feminino, que “ganhou importância expressiva no orçamento familiar”. As áreas de destaque no empreendedor feminino são restaurante, salão de beleza, vestuário, estética e serviços de alimentação.

Para quem desejar se formalizar como MEI, o Sebrae oferece oficinas e palestras gratuitas para ajudar o empreendedor a se planejar.

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