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Deputados voltam a criticar concessionária Eco 101

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Theodorico Ferraço lembrou que pedágios continuam sendo cobrados apesar das obras paradas                  – Foto: Tati Beling

Parlamentares voltam a criticar concessionária Eco 101

Por: Luan Antunes

A proposta feita pela concessionária Eco101 ao governo federal, de um conjunto de obras alternativo à duplicação dos 460 quilômetros da rodovia federal BR-101, foi criticada pelo deputado estadual Da Vitória (PDT) na terça-feira, dia 22. A proposta de fazer terceiras faixas em apenas 57,4 quilômetros (12% da obra original) como forma de desafogar o trânsito na rodovia foi noticiada pelos jornais. O deputado pedetista considera absurda a intenção da empresa.

“Quando achava que a situação não podia piorar, vem de novo a Eco 101 jogar a responsabilidade para o povo. Propostas absurdas. Em vez de 460 quilômetros de duplicação, ela quer fazer ´puxadinhos`. A empresa quer mudança o preço de gatilho. A classificação hoje é ´D`, quer a ´E`, ou seja, um nível pior. Isso é inaceitável. Esse gatilho já foi acionado em vários trechos e ela ainda não cumpriu a obrigação”, criticou.

Lembrando que a empresa teve um lucro estimado até maio deste ano em mais de R$ 510 milhões, Da Vitória criticou ainda o que chama de “desculpa” pela não realização de obras, que segundo a empresa seria a não liberação de licenças ambientais pelos órgãos competentes. “Não tem outra palavra: são criminosos que roubam o povo capixaba”, afirmou.

O deputado subiu o tom contra o fato de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não comparecer a reuniões de colegiados da Assembleia Legislativa, como Defesa do Consumidor. “O Dnit alegou que a Casa não tem competência para isso. Mas faremos sim o papel de fiscalizador, até porque o governo não está fazendo”, finalizou.

O deputado Theodorico Ferraço (DEM) corroborou com o primeiro discurso. “O Espírito Santo não tem cara de bobo, nem de palhaço. Alguns deputados federais estão brigando contra essa situação. É público e notório que as obras estão paradas, mas as cobranças dos pedágios batem na porta dos motoristas pedindo a quantia estipulada pelo governo federal”, colocou.

Ferraço relatou episódio de sua segunda gestão como prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (1989 a 1992) em que, para garantir obras em trecho de estrada de ferro na cidade que representava algum impacto ambiental, ele procurou o governo federal para que decreto garantisse que obras de grande importância social tivessem privilégio e apoio para saírem do papel. Ferraço prometeu verificar se ainda existe norma garantindo tal medida para checar se “alguns organismos ambientais estão obstaculizando obras importantes, ou é incompetência da fiscalização”.

“O Espírito Santo deve ficar aceso diante o trabalho da Eco101. Não há inteligência para que o povo acredite nisso, a bancada federal está brigando e exigindo do governo o cumprimento de suas obrigações. Solidariedade ao capixaba, à bancada federal, mas é preciso sacudir o governo federal para que ele tome medidas corajosas”, conclamou.

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