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CPI da Grilagem ouve internautas da Serra

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A CPI da Grilagem ouviu os acusados de atacar deputados na internet – Foto: Tonico Ales

Por: Aldo Aldesco

Postagens nas redes sociais feitas com o intuito de desmoralizar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem da Assembleia Legislativa do Espirito Santo (Ales) e denegrir a imagem de seus membros provocaram a convocação de quatro supostos autores para prestarem esclarecimentos na reunião ordinária do colegiado na quarta-feira, dia 4. Dois negaram qualquer envolvimento e dois acabaram admitindo. Os quatro depoentes são membros do PSDB da Serra.

O deputado Euclério Sampaio (PSB), presidente da CPI, disse que os depoentes responderam de forma satisfatória e nenhum deles confirmou participação em movimentos de ocupação ilegal de terras ou imóveis no município da Serra, questão que vem sendo tratada pelo colegiado.

Já o deputado Hudson Leal (Pode) lembrou a todos que na Serra existiu movimento de ocupação terras muito forte, fato confirmado pelo relator da comissão, deputado Bruno Lamas (PSB), no decorrer de suas perguntas aos convocados.

Depoimentos

O vigilante Manoel dos Santos Lopes, morador de Manguinhos, disse que não tem críticas à CPI, nem aos deputados e que não conhece o trabalho, tampouco a finalidade da comissão. Perguntado por Hudson Leal, o vigilante negou que tenha repassado informações sobre a CPI por meio das redes sociais.

No entanto, de acordo com o colegiado, as afirmações não coincidem com as provas dos autos. Posteriormente, por insistência de Euclério Sampaio, Manoel Lopes disse não se lembrar se reproduziu charge sobre algum parlamentar.

Assim como o vigilante, o vendedor Yulo Gabriel de Castro, que trabalha na Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) da Serra, disse aos deputados que não participa de atividade nas redes sociais contra a CPI.

Ex-namorada

O motorista entregador de cargas Antônio Carlos de Brito negou ter veiculado mensagens nas redes sociais contra os deputados da CPI, mas ao ver uma foto que reproduz uma postagem sua, disse não lembrar. Diante da insistência dos deputados, Brito revelou que sua ex-namorada foi a responsável pelas postagens, mas acabou admitindo que às vezes pôde ter feito postagens “impensadamente”.

Já o montador de móveis Carlos Henrique Bolenha Leite, de 18 anos, admitiu ter feito compartilhamentos das mensagens referidas. Tanto Euclério Sampaio quanto Hudson Leal recomendaram ao jovem mais cuidado quando for utilizar as redes sociais no compartilhamento mensagens que denigram os deputados e à CPI.

Investigação

A CPI da Grilagem investiga denúncias de aquisições irregulares de terras no Espírito Santo. Dezenas de imóveis públicos estariam sendo adquiridos em várias cidades do Espírito Santo de forma ilegal. Devem ser apuradas também suspeitas de invasão de terreno, estelionato, fraudes e crimes contra administração pública.

O prazo de funcionamento do colegiado seria até outubro deste ano. Mas na reunião de quarta-feira, dia 4, os deputados aprovaram sua prorrogação por mais 180 dias.

Instalado em dezembro de 2016, o colegiado é presidido pelo deputado Euclério Sampaio (PDT). O vice-presidente é Gilson Lopes (PR) e a relatoria é de Bruno Lamas (PSB). Faz parte também da CPI, como membros titulares, o deputado Hudson Leal (Pode) e Marcelo Santos (PMDB). Os suplentes são Da Vitória (PDT) e Freitas (PSB).

No plenário os acusados são do município da Serra – Foto: Tati Beling
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