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| ALERTA: Casos de dengue na Paraíba aumentaram 93% com relaçao ao ano passado |
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| Escrito por Paraiba1 |
| Dom, 25 de Julho de 2010 10:58 |
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Por Natália Xavier
De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis por Vetores da SES, Gisele Aversari, dos 1.782 casos de dengue confirmados até o dia 17 (que faz parte da 28ª semana epidemiológica), nove foram de febre hemorrágica e três pessoas morreram. “Este ano foi atípico e começou a chover mais tarde, o calor e a chuva influenciam muito no aumento da quantidade de mosquitos da dengue. O número de casos da doença vai depender do número de criadouros. Neste momento, a participação cidadã é fundamental”, comentou Gisele. Muita gente já sabe que objetos que acumulam água, como pneus e garrafas jogados a céu aberto, podem ser viveiros de mosquitos da dengue, mas é importante lembrar também que pequenos copos jogados a céu aberto, caixas d’água que não são lavadas frequentemente e calhas também podem ser muito perigosos. Para o gerente operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes, além do perigo que se esconde em cada casa, os cemitérios, borracharias e sucatas são alguns dos locais que mais precisam de atenção. “É preciso que as ações se intensifiquem principalmente nestes lugares, porque eles reúnem grande quantidade de espaços que podem servir de viveiro do mosquito”, alertou. Para tentar diminuir a reprodução dos mosquitos transmissores da dengue, Nilton Guedes informou que a secretaria já está disponibilizando, para os municípios onde mais casos estão sendo registrados, carros de fumacê para a eliminação dos mosquitos. Além disso, também está sendo solicitada aos municípios a intensificação das visitas dos agentes de Saúde aos domicílios. “A população precisa fazer sua parte, mas é preciso incentivar também os agentes de Saúde a mostrarem aos moradores os locais de risco em cada casa, que podem servir de criadouro para o mosquito”, destacou. A Secretaria de Saúde alerta ainda que não basta que a população esvazie os locais onde fica armazenada água parada. É preciso também limpar bem os depósitos, pois mesmo sem água, o ovo do aedes aegypti pode se manter vivo por um ano. “A dengue é uma doença de controle vetorial e o principal motivo do aumento no número de casos é o crescimento do número de criadouros, aumentando também o número de mosquitos transmissores. O maior período de infestação do mosquito acontece principalmente na época de chuvas. Hoje nossa maior preocupação é o Brejo e o Litoral, pois está na época chuvosa nestas áreas. Se não houver intensificação no combate, vai aumentar ainda mais o número de casos. A população também precisa fazer sua parte”, alertou. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), entre os anos de 2001 e de 2009, houve uma grande variação na quantidade de casos de dengue confirmados na Paraíba. Neste período, o ano de 2002 foi o que registrou o maior pico, com 18.713 casos registrados, uma média de 535,43 ocorrências por cem mil habitantes. A segunda maior ocorrência da doença foi em 2001, com 14.960 registros, seguida de 2003, com 12.713 casos. De acordo com o último relatório divulgado pela SES, até o dia 3 de julho, o município que apresentou a maior incidência de casos foi o Brejo dos Santos, no Sertão, que proporcionalmente é o de maior número de registros na Paraíba. Como é uma cidade com poucos habitantes, o número absoluto de casos registrados foi o quarto entre as cidades paraibanas: 167. |
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Até o último dia 17, já tinham sido confirmados 1.782 casos de dengue na Paraíba, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Este número já é 93,27% superior ao total de casos do ano passado, quando foram confirmadas 922 ocorrências da doença. Somente entre os dias 3 e 17 de julho, foram confirmados 199 novos casos da doença. O alerta da Secretaria de Saúde é que a quantidade de casos possa aumentar ainda mais com a ocorrência de chuvas e por isso a população precisa contribuir.









