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Sindsaúde participa do Conselho Gestor do Heimaba

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Diretores do Sindsaúde-ES na reunião do Conselho Gestor do Heimaba em VV

Sindsaúde participa de reunião do Conselho Gestor do Heimaba em VV

Conforme denúncia do Sindsaúde do estado do Espírito Santo (Sindsaúde-ES), o número de mortes na UTI Neonatal do Heimaba, em Vila Velha, disparou depois que a Organização Social Instituto de Gestão e Humanização (IGH) assumiu a unidade. Em outubro e novembro de 2017, foram seis óbitos, enquanto entre janeiro e setembro do mesmo ano apenas dois. Dados mais recentes revelam, ainda, que, na virada do ano, as mortes de prematuros continuaram. Entre os dias 1º e 2 de janeiro foram registrados mais quatro.

Mas os óbitos não estão restritos apenas aos prematuros. “As mortes estão acontecendo em todos os setores. Logo após a transição, quando a OS assumiu de fato o hospital em outubro de 2017, 10 crianças morreram num prazo aproximado de um mês”, relata Valdecir Nascimento, diretor de Comunicação do Sindsaúde-ES.

Logo que a OS assumiu o Heimaba, os servidores estaduais da Saúde, que integravam equipes experientes e qualificadas, começaram a ser desmontadas. Há casos de trabalhadores com até 15 anos de experiência em UTI Neonatal que foram transferidos. De acordo Valdecir, a OS está descumprindo cláusulas contratuais que firmou com o Governo do Estado. Um delas, por exemplo, proíbe a contratação de profissionais de saúde inexperientes para atuar na UTI Neonatal. Segundo o documento, são necessários, pelo menos, dois anos de experiência.

A presidenta do Sindsaúde, Geiza Pinheiro, garante que o Sindicato seguirá brigando sem trégua contra a implantação deste desmonte da terceirização. “Nossa questão social é por um atendimento de qualidade, a defesa do SUS e a valorização dos servidores”.

Reunião do Conselho Gestor

Na última quinta-feira, dia 4diante das graves denúncias, os diretores do Sindsaúde-ES Candida Santos, Elias Rocha, Eliana Aparecida e Cynara Azevedo participaram da reunião do Conselho Gestor do Heimaba. Representando a gestão do hospital estavam Dr. André, diretor técnico; Lenildes, diretora geral; e Elza, diretora-administrativa.

A diretoria do Sindsaúde-ES foi dura em apontar os inúmeros problemas desde que a OS IGH assumiu o hospital, incluindo as mortes de crianças. Porém, os representantes da gestão do hospital negaram que o quadro de funcionários foi trocado por equipe inexperiente, negaram também que a IGH tenha denúncias em outros estados e o assédio aos funcionários. Disseram, ainda, que pretendem inaugurar um setor de tomografia (terceirizado).

De acordo com a diretora do Sindsaúde-ES Cynara Azevedo, um médico diretor-técnico foi convocado para a reunião sem apresentar nenhum fator técnico como embasamento para defender a OS. “Pedi em vários momentos que ele apresentasse os indicadores para continuarmos a reunião e ele se esquivou do assunto em todos os momentos. E, ainda, fez uma analogia do hospital com se fosse um hotel e seus hóspedes. Interrompemos e dissemos que essa analogia era descabida”.

Ainda segundo o diretor Valdecir Nascimento, o Conselho Gestor do Heimaba que havia solicitado à IGH um relatório completo dos óbitos registrados desde setembro do ano passado, quando a OS assumiu a unidade. “Recebemos a resposta de que a OS não era obrigada a prestar contas ao Conselho Gestor e de que os dados seriam passados apenas para a Secretaria de Estado da Saúde, a Sesa. Mas seguimos pressionando”.

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