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Demora e superlotação no Bezerra de Faria

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““Há pacientes que se internaram, por exemplo, em outubro do ano passado e precisam fazer um exame chamado de Cpre, que só é ofertado no hospital Dório e Silva na Serra”, Valdecir Gomes – Foto: SindsaudeES

Demora nos exames contribuiu para superlotação no Hospital Bezerra de Faria

Não é novidade que o corredor do Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, esteja sempre lotado, com pacientes acima da capacidade da unidade. Na terça-feira, dia 23, por exemplo, dados do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), do Espírito Santo, dão conta de 60 pessoas internadas nos corredores da unidade, incluindo idosos deitados em leitos improvisados em bancos de concreto. O setor de emergência com capacidade para seis pessoas, era ocupado por 14.

De acordo com o diretor de Comunicação do Sindsaúde-ES, Valdecir Nascimento, um dos problemas que contribui para a lotação do hospital é a demora na realização de exames que precisam ser feitos antes de uma cirurgia. “Há pacientes que se internaram, por exemplo, em outubro do ano passado e precisam fazer um exame chamado de Cpre, que só é ofertado no hospital Dório e Silva na Serra. A marcação é feita para janeiro ou fevereiro, daí o paciente fica internado esse tempo todo sujeito a infecção hospitalar e superlotando no Bezerra”, explica.

Outro exemplo são cirurgias simples que dependem de transferência para unidades de porta-fechadas. “Um paciente ficou 15 dias no Bezerra aguardando vaga no Hospital Vila Velha, que é de porta-fechadas, ou seja, não atende como pronto-socorro, para fazer uma cirurgia simples no dedo mínimo, procedimento que não dura uma hora. A própria desorganização e a falta de gerência do Estado, que contribui para que os corredores estejam lotados”, explicou.

Vale ressaltar que o Bezerra está na mira da terceirização. Assim como nas demais unidades já privatizadas, há um sucateamento do serviço para justificar a entrega da gestão pública para empresas privadas. “Quem paga o preço dessa política equivocada e criminosa do Governo do Estado é o usuário do SUS”, reforçou.

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