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Reconstrução mamária é alento no trauma

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O cirurgião plástico Humberto Pinto, diz que a cirurgia de reconstrução mamária é alento para mulheres que passaram pelo trauma do câncer de mama – Foto: Reprodução Criar

A reconstrução mamária é alento positivo para mulher no trauma do câncer

Por Bárbara Luz

A reconstrução da mama é um procedimento física e emocionalmente gratificante para uma mulher que perdeu a mama devido ao câncer ou a outra situação. De acordo com o cirurgião plástico Humberto Pinto, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 90% dos casos é possível que a reconstrução seja feita na mesma cirurgia que a retirada das mamas, mas muitas vezes, é preciso mais de uma cirurgia para a completa reconstrução dos seios.

“Geralmente é necessário mais de um tempo cirúrgico para a realização da reconstrução mamária. A primeira etapa cirúrgica é de proporções maiores, sendo feitas depois uma ou duas etapas menores. Tudo vai depender da quantidade de mama que foi retirada”, explica o médico.

O cirurgião plástico destaca também que a primeira coisa que a mulher precisa ter em mente é que a mama reconstruída nunca será igual a mama que foi removida. “A cirurgia oferece uma mama relativamente natural, mas as cicatrizes estarão presentes na mama e no local doador de tecido, caso isso seja necessário”, diz Humberto Pinto.

Reconstrução

As principais técnicas para a reconstrução mamária utilizam implantes ou os tecidos retirados. A reconstrução com implante é indicada em casos em que não foi necessária a retirada de muita pele para remover o tumor. Caso a mama não tenha tecido suficiente para receber o implante é utilizado um expansor que mais tarde será substituído pela prótese.

“Já a reconstrução mamária com tecidos do próprio corpo retira músculos e gordura de locais como abdômen, costas e nádegas e é indicada para mulheres que não podem fazer a expansão das mamas. A reconstrução é finalizada através de uma variedade de técnicas para reconstruir o mamilo e a auréola”, explica o cirurgião plástico.

Segundo Humberto Pinto, a recuperação da cirurgia é parecida com a de uma mastoplastia redutora. Em alguns casos é necessário o uso de drenos por um período de três a cinco dias. Normalmente após um período de três a seis meses são realizados os tempos subsequentes. Pacientes com condições clínicas e nutricionais debilitadas e tumores em estágios mais avançados só devem realizar a reconstrução mamária após a melhora desses aspectos.

 

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