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Amor: uma dose de esperança para alcançar a cura

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Amor: uma dose de esperança para alcançar a cura

Jair Santana, Jadson Moreira, Ângelo Drumond e Eguimária Lopes são parte da equipe de técnicos em radioterapia do instituto – Foto: Divulgação
Pessoas ganham força para vencer problemas graves de saúde por causa de demonstrações de carinho de médicos e enfermeiros. Capixaba vai apresentar trabalho sobre o tema durante congresso no final deste mês

 

Por Samira Rebuli

Reações devastadoras no âmbito emocional podem se manifestar em alguém que recebe o diagnóstico de uma doença grave como o câncer. Desequilíbrios, confusão mental, estresse e conflitos internos são inevitáveis, mostra a ciência. A localização da doença, o estágio e o tipo de tratamento a que a pessoa será submetida também interferem na experiência.

É em meio a esse turbilhão que entram em cena as equipes responsáveis pelo cuidado: médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, radiologistas e outros profissionais que vão lidar, em muitos momentos, com a resistência do paciente à terapia, mesmo conhecendo a tecnologia empregada e as chances de cura.

Diante desse quadro de adversidades, a empatia tem se mostrado o melhor caminho para mudar a perspectiva com relação ao futuro e ao sucesso da empreitada.

“Quando nos colocamos no lugar do outro, o paciente sente confiança em entregar o resto de esperança que existe ao tratamento e, por vezes, recupera a autoestima” afirma o técnico em radioterapia Jair Santana, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), que estudou o tema e vai apresentá-lo durante o XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Radioterapia, no Rio de Janeiro, entre os dias 25 e 28 próximos.

Segundo o técnico, cada pessoa tem aspectos emocionais distintos, e a agressividade é comum no início da terapia, até mesmo da parte dos acompanhantes. “Eles já trazem histórias de revoltas e tristezas, e quando se deparam com o diagnóstico esses sentimentos se agravam. Então, essa é a forma que alguns encontram para aliviar ou expor suas dores”, explica Santana.

Mudança de comportamento

Atuando há seis anos na área oncológica, o técnico já coleciona histórias de quem afirma ter superado essa fase graças ao acolhimento da equipe.  “Muitos chegam cheios de dúvidas e questionamentos, e o que precisamos é dar atenção a eles. Quando os abordamos com carinho e ouvimos os seus apelos, eles também começam a acreditar em nosso trabalho”, resume.

Explicar o procedimento com clareza, orientar, tranquilizar, observar a ocorrência de mudanças físicas e emocionais ao longo dos dias e sinalizar aos colegas alguma necessidade, como de acompanhamento nutricional ou psicológico, são algumas das competências exigidas pela profissão.

No artigo que será apresentado, Jair Santana relata sua experiência e aponta o equilíbrio entre a tecnologia da clínica e o atendimento humanizado como essencial para o tratamento da pessoa com câncer. “Estou muito feliz e empolgado por levar para outros profissionais minha vivência com um assunto tão importante e atual”, conta.

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