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Vereadores da Serra cobram testes da Vale

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Vereador cobra secretário sobre contaminação da Vale em praias

A companhia Vale diz que rejeitos não chegaram a Serra e não mataram peixes – Foto: Tonico (Ales)

Uma comissão composta por vereadores do município da Serra e presidida por Fábio Duarte (PDT), mesmo no recesso parlamentar, estive em reunião na segunda-feira, dia 8, para cobrar do secretário de Meio Ambiente Marcos Franco (Semma) ações contra a companhia Vale e Arcellor Mittal  referente a contaminação por metais pesados em Praia Mola no final do ano de 2017 na divisa do município da Serra com Vitória

A cobrança dos vereador serranos são para terem acessos aos resultados e que sejam convincentes sobra a negativa da contaminação pela Vale na Serra criada na fiscalização e licenças ambientais da Vale e ArcelorMittal protocolada pelo pedido de explicações ao secretário Marcos Franco do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).

Dias após o descarte da Vale, ocorrido nos primeiros dias de dezembro, Marcos Franco afirmou que os resíduos não tinham atingido a Praia de Carapebus, contrariando as denúncias feitas por ativistas nas impressa local. Marcos também eximiu a mineradora da mortandade de peixes que ocorreu entre Manguinhos e Bicanga, justamente naqueles dias após o descarte.

O vereador Fábio Duarte explica que o que a comissão esta cobrando são os dados da coleta de amostras, análises e resultados que fundamentam as afirmações do secretário. “Até porque o próprio Iema já multou a Vale pelo descarte em local irregular, informando que o material lançado tem metal pesado. Além disso, fotos feitas por drone mostraram a mancha amarelada no mar em Carapebus, vinda da direção da Praia Mole”, argumenta o presidente da Comissão, e autor do pedido de explicações,

Já o secretário de Meio Ambiente da Serra, Marcos Franco, disse na última quinta-feira, dia 11, que ainda não tinha recebido o ofício e por isto não se manifestaria sobre o assunto.

A mineradora Vale não quer pagar multa informou, na quarta-feira, dia 9, de acordo com a assessoria que entrou com recurso pedindo a anulação da multa de R$ 1,62 milhão aplicada pelo Iema.

O órgão estadual disse que a assessoria jurídica do Iema vai analisar o recurso. Se após análise, a decisão for pela manutenção da multa, a empresa ainda pode recorrer do recurso junto ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).

Nos últimos 15 anos a Vale recebeu pelo menos 25 multas aplicadas por Iema, Prefeituras da Serra e Vitória por danos ambientais provocados pelas operações em Tubarão, mas não pagou nenhuma. Mesmo assim a empresa segue sem dificuldade para renovar sua licença.

Vereador Fábio Duarte (PDT)-Foto CMS

Inclusive o Iema está renovando a licença de operação da Vale. Para isto o órgão capixaba contratou a Sabesp, órgão ambiental paulista, ao custo de R$ 550 mil, para fazer um estudo sobre a poluição gerada pela Vale. Desse estudo sairá um acordo chamado Termo de Compromisso Ambiental (TCA), que deve ser assinado também pelos Ministérios Públicos Estaduais e Federal.

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