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Médicos cobram segurança em US

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Médicos cobram segurança local de no trabalho

Otto Baptista, presidente do Sindicato dos Médicos disse que vigilantes estão sendo retirados das unidades de saúde – Foto: Tati Beling

Entidades médicas cobram segurança nas unidade de saúde

Por: Nicolle Expósito

Representantes de entidades médicas se reuniram na noite de segunda-feira, dia 2, na Assembleia Legislativa (Ales) para buscar ações de enfrentamento à violência que atinge profissionais da área da saúde em seus locais de trabalho. O segmento avalia que a situação é favorecida pela falta de segurança.

A reunião foi conduzida pelo presidente do colegiado que trata do tema, deputado Doutor Hércules (PMDB). Também participaram os parlamentares e médicos Rafael Favatto (PEN) e Hudson Leal (Pode). O debate foi um desdobramento de outra reunião realizada no Conselho Regional de Medicina (CRM) no último dia 25 de setembro. Representantes dos municípios da Serra, Vitória e Viana participaram da reunião com os deputados. “Estamos aqui não só para defender a categoria, mas para defender também o usuário, o paciente”, defendeu.

O médio Otto Baptista, presidente do Sindicato dos Médicos (Simes) e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), denunciou que muitos municípios, sob a alegação de falta de recursos, estão retirando os vigilantes e seguranças para colocar porteiros nas unidades de saúde. “Não têm preparo para agir em caso de violência”, avaliou. Também cobrou envolvimento dos gestores municipais e governo do Estado para solucionar a questão.

Otto sugeriu que o Legislativo proponha projeto para garantir mais segurança nas unidades de saúde a partir das oito medidas elencadas pela categoria como necessárias para garantir mais tranquilidade nas unidades de saúde. As ações envolvem implantação de segurança armada, videomonitoramento, circuito interno de TV, controle de acesso de veículos aos hospitais, iluminação no entorno de acesso às unidades, poda das árvores onde for necessário, identificação digital de pessoas e patrulha motorizada.

Favatto advertiu que algumas medidas não são de competência do Legislativo estadual e que, por isso, é importante o engajamento dos municípios na busca de soluções. “Temos que reforçar essa agenda junto aos prefeitos e secretários de Saúde”.

Na sexta-feira, dia 6, está agendada uma nova reunião no Palácio da Fonte Grande para debater o assunto às 14 horas com o secretário de Estado de Direitos Humanos, Júlio Pompeu.

Atendimentos prejudicados

O presidente do CRM, Carlos Magno Pretti Dalapicola, relatou que os profissionais de saúde que atuam nas periferias têm enfrentado muita dificuldade no dia a dia. “Muito médicos estão abandonando plantões por conta das ameaças e agressões”.

A médica Graça Gomes pontuou que os usuários sofrem com a situação, uma vez que o clima de insegurança interfere nos atendimentos. “Em algumas unidades de Cariacica tem toque de recolher, que nem o usuário vai depois do meio-dia, duas horas da tarde. Os médicos não querem atender nesses locais porque não sabem se vão voltar pra casa”, revelou.

Caso Milena

O presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Carlos Alberto Gomes dos Santos, avaliou que o assassinato da médica Milena Gotardi, 38 anos, foi favorecido pela falta de segurança. “Tem que existir uma lei obrigando a ter segurança tanto na área interna quanto externa das unidades”, defendeu.

A médica foi assassinada quando saía do plantão, no dia 14 de setembro, no estacionamento do Hospital das Clínicas com um tiro na cabeça. O ex-marido da médica é apontado como um dos mandantes do crime.

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