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Greve iniciada na Serra toma conta do Estado

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Fachada da loja Prenda Multimarcas do Centro do distrito de Serra Sede que foi depredadas 
Greve iniciada na Serra toma conta do Estado
ES pede apoio da Força Nacional devido a caos instalado no Estado

Sem policiamento nas ruas, o município da Serra, como em todo o estado do Espírito Santo, de norte a sul, a população esta acuada com o terror que foi imposto como forma de toque recolher para todo o comércio, inclusive o próprio Estado a exemplo da Prefeitura, Fórum, cartórios, bancos, Câmara de Vereadores, Correios, tudo que e porta esta fechada.

Num só dia ultima, segunda dia 6 de fevereiro, sem a PM nas ruas a violência virou terrorismo imposto pela greve, sem precedentes pelo menos no Estado, tanto que a greve foi considerada ilegal pela Justiça, a mesma que cedeu aos rumores e fechou as portes com o toque de recolher imposto pela falta de policiamento na Serra.

A greve da Polícia Militar começou na sexta-feira, dia 3, quando um grupo de dezenas de mulheres – esposas, namoradas e filhas de policiais – iniciaram um ato em frente ao Destacamento da Polícia Militar (DPM) do bairro Feu Rosa, um dos mais populosos da Serra.

Os protestos se multiplicaram pelo Estado e seguiram durante todo o fim de semana, impedindo a saída de carros e policiais dos quartéis e instalando o caos em todo o Estado.

Desde sexta, o município da Serra ficou sem policiamento nas ruas e foram registrados diversos roubos e tentativas de homicídios. De norte ao sul do Estado, não há policiamento nas ruas.

Na segunda, o coronel Laércio Oliveira deixou o posto, com menos de um mês de cargo. Quem vai assumir a chefia da PM no Eestado agora é o coronel Nilton Rodrigues, ex-secretário na administração do prefeito Audifax Barcelos (Rede).

A greve foi decretada ilegal pela Justiça e já foi determinado que os manifestantes saíssem das portas dos quartéis.

Além de reajuste salarial, as famílias dos PMs pedem o pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno. Também foi denunciado o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira.

PMs depredam carros e ofendem colegas que não fizeram greve

PMs depredam carros e ofendem colegas que não fizeram greve, Eles protestam pelos seus familiares porque os policiais militares são proibidos de protestar, fazer greve ou paralisação, segundo o Código Penal Militar. A pena para o policial que tomar parte em manifestações desse tipo pode chegar a dois anos de prisão.

Caos

Com a falta de policiamento nas ruas, uma onda de violência atinge todo o Estado capixaba. As voltas às aulas foram suspensas na maioria das escolas e a recomendação é que a população procure não sair de casa. Em Vitória, o atendimento médico também está paralisado por conta da violência.

Nas redes sócias algumas publicações mostram, vídeos de crimes acontecendo à luz do sol, como assaltos e arrastões, além de bandidos apontando armas para a população. Um vídeo mostra, inclusive, um homem que teria tentado cometer um crime, mas que acabou apanhando pelos cidadãos, em uma tentativa de fazer justiça com as próprias mãos.

O governo do Espírito Santo pediu, na segunda-feira, dia 6, apoio da Força Nacional de Segurança Pública diante da paralisação de agentes da Polícia Militar (PM) em todo o Estado.

Ônibus que foi incendiados pelas ruas da Grande Vitoria

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